Fizemos malas pequenas, e no fim das contas, acabamos usando minha mochilinha de 75 litros. Droga. Não queria ter que traze-la.
Fizemos uma boa viagem até Lima. Daquelas que acordamos somente para (cuspir e) comer e voltamos a dormir. Não sentimos direito a viagem, porque estavamos com muito sono.
Bom aeroporto o de Lima. Bem organizado, com uma fila gigante para fazer a troca de aeronaves, e ainda por cima, livre de terremotos.
Achamos umas diversões bobas no aeroporto, esperando a hora, até que chegamos em uma loja daquelas de souvenirs tradicionais.
Foi quando nos deparamos com o chocolate Britt. Na verdade não era muito com o chocolate em sí, pois a Britt é uma espécie de consolidadora de delícias como café e chocolate. Penso em comprar uns cafés quando voltar.
Então, nessa loja tinha uns chocolates Britt, fabulosos. Vendiam 6, entregavam 8, davam 50% de desconto no segundo, enfim.... Cheios de promoções para baratear o preço razoavelmente caro.
Mas a boa notícia é que eles tinham amostras grátis.
Assim, pudemos provar de todos, e ao invés de ficarmos em duvida sobre comprar, trocamos essa por qual vamos comprar na volta.
Achei um de Aguaymanco. Sabe o que é isso? Goldenberry. Sabe agora? Nem eu, mas é muito bom. Acho que o melhor chocolate do pessoal da Britt.
Quando chegamos a San Salvador, tinhamos que queimar o tempo, já que a escala era longa. Mas o tempo estava muito feio para sair do aeroporto. Também acabamos conversando com um policial, que nos disse que tinhamos cara de "hijos de tipos muy ricos". Que pegassemos um taxi para ir ao centro, pois em um ônibus poderia ser complicado. Pela nossa cara, e pela quantidade de pessoas.
Fomos então para um café e achamos uma coisa incrivelmente diferente. Cultura é uma coisa incrível.
Meu amigo Agustín, por vez morando no México, disse que "hacerse rico" era uma coisa complicada, pois as mulheres perguntavam na cara dura quando ele ganhava. Descobrimos que é comum, e que existem algumas taras rondando El Salvador pela TV. As frases que mais achamos foram: "Quero uma gordinha para falar" e "Tenho carro". Veja aqui o que conseguimos gravar.
Perguntamos para o pessoal que nos atendia se aquilo funcionava, e eles disseram que sim.
Usamos aquilo como passatempo, e logo em seguida enchemos o saco. Esperamos por vencer o horário para o embarque do vôo, e resolvi comprar uns doces típicos. Acabei comprando um monte de variações de doces de leite, e alguma coisa com tamarindo, além de comprar uma semita de ananás.
A semita era muito boa, mas tudo em san salvador era exagerado. Comprei quase meio quilo de doce de leite.
Enfim, subimos no avião, e enfrentamos mais um longo trajeto. A mulher que viajava ao nosso lado nos assustava um pouco, pela quantidade de vezes que rezava, toda vez que o avião mexia, na aterrisagem e no pouso.
Chegamos. Encontramos Isabel e Eduardo. Enfim. Fomos direto para casa, jantar e dormir. Casinha muito bonita a deles. Tudo muito diferente ainda.
Um comentário:
Quanta novidade nesse curto tempo! De Lima até San Salvador levaram quanto tempo? Quanto dias ficarão na casa dos gentis anfitriões, Isabel e Eduardo?
Filho diz para a Raquel deixar nosso telefone com a Maria Eugênia para o caso de uma necessidade! Pergunte se ela acha adequado. E vice versa, eu gostaria de ligar para ela, mas não tenho o telefone.
Amei o blog, realmente nos aproxima, mas coração de mãe já está dentro, não é mesmo?
Sobretudo descansem a mente, o corpo e o espírito...
Beijo grande para vocês dois!
Vera
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