Amanheceu novamente um tempo horroroso. Resolvemos ir hoje ao Luau. Um verdadeiro luau. Vamos ver.
Fomos então em direção às praias. Hoje decidimos ir em direção à Waipio, onde foi gravada a entrada do Parque dos Dinossauros. Dizem que é um lugar sagrado.
Indo nessa direção, de repente surge uma placa na estrada apontando para Kekaha Kay. Foi uma das praias proibidas para o Dodge Caliber. Mas liberadas para o Jeep Wrangler. E fomos nós. E toma-lhe uns 20 minutos de estrada terrível, que realmente justificava a proibição. Embora o que mais vimos foram carros alugados, proibídos. Isso, só para ilustrar que, ao contrário do que parece, há desobedientes em todos os lugares. Ao chegar na praia, tivemos toda a certeza que valeu o sacrifício (pra mim diversão!!) de andar naquela estrada, dando cabeçada no carro, todo duro.
A praia era incrível, praticamente deserta. Aqui, me senti como pinto no lixo, e tive a sensação que as férias já tinham valido a pena.
Tiramos umas fotos e fomos em frente. No caminho, tive a excelente idéia de cortar caminho, e pegamos uma estrada que cruzava a ilha. Passamos por um monte de cidadezinhas, e conhecemos várias fazendas... Parecia que estavamos passando pelo interior do Rio ou de Minas, com a única diferença que em todo o lugar que passávamos, viamos o Mauna Kea. Dava uma sensação que a estrada era torta, inclinada.
Fui seguindo o GPS, e de repente, ele me apontou para uma direção fora da estrada. Como ele não tinha errado antes, resolvi pegar. No início, parecia apenas uma estrada bucólica, foi se transformando em um buraco, mas um buraco!!! E a Raquel foi ficando nervosa, e eu adorando a aventura. Mas depois foi dando um certo nervoso, por que não chegavamos novamente na estrada. E eu fui teimoso, e segui em frente. Parecía que estavamos chegando (enquanto víamos carros desmanchados ao longo da estrada, tentávamos ver a estrada, tinhamos a chance de ver 547 tipos de capim...), damos de cara com uma porteira, dizendo que aquela era uma área particular, e que teríamos que voltar.
O GPS dava uma previsão de umas 2 horas até o destino final, estava todo errado, e a gente estava em um buraco.
Tivemos que andar por mais uns 40 minutos em uma estrada que achamos no meio do mato, pavimentada, e o GPS mandando virar a cada três décimos de milha a direita, e viamos sempre uma porteira dizendo que seríamos presos, caso ultrapassássemos. E conseguimos chegar a estrada 40 minutos depois, e em mais meia hora, chegamos à Waipio.
Lugarzinho sinistro. Muito bonito, mas difícil de acessar. A estrada de acesso dizia "Passe sob sua própria responsabilidade. Pedras podem cair sob sua cabeça. Se você morrer, o problema é seu!!!". Diante desses avisos, ficamos vendo só do Point View mesmo.
Depois da dor de cabeça, das fotinhas, resolvemos buscar a estátua do King Kamehameha. E toma-lhe estrada. Mas um pouco melhor, por que já conheciamos mais ou menos a estrada.
Quando o GPS disse que tinhamos chegado, não achavamos nada. Continuávamos perguntando, as pessoas diziam pra gente que era só seguir reto, que era em frente à biblioteca, e seguiamos em frente. O bom é que o caminho era bacana, então não tinha muito problema. Até que chegamos na biblioteca. E do outro lado da rua.... Bom, do outro lado da rua, estava lá a estátua. Essa aí do lado.
Então, depois de registrar o emocionante momento, fomos à biblioteca. Conversamos com a responsável, que nos mostrou alguns livros com a história real do Hawaii. O King Kam foi o cara. Ele unificou as ilhas, meteu a porrada em todo mundo, para depois conquistar a paz.Mais um menos isso.
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