13.10

O Rapha, uns dias atras, perguntou, no blog, por que não fizemos isso antes. Não sei. Mesmo. Quer dizer... por absoluta falta de dinheiro, e de planejamento. Só se for. No trabalho, igreja, e outros grupos em geral, sempre vejo amigos viajando pelo mundo, de formas aparentemente mais fáceis, ou com as oportunidades buscadas pela vida. Embora essa seja só uma viagem, os amigos que cresceram comigo entendem que ela tem um significado muito maior, como de um barco levantando âncoras.

Sei que a próxima quero fazer com amigos, namorada, esposa (quem disse que a próxima será tão rápido assim?), papagaio, cachorro.... Vamos?

Cheguei em Madrid Chamartín e peguei o Metrô. Quando cheguei a uma estação antes de trocar de linha, o metro quebrou!!! Pode? Faltando 20 minutos para o trem sair para Sevilla, onde faria minha última conexão para Granada. Peguei um táxi no desespero, com uma certa dificuldade, e parei em Madrid Atocha. Faltando 10 minutos para embarcar. Para pagar, o taxista não tinha troco para € 50,00, e acabei pagando com 10 libras, deixando o troco (!!!). Pelo menos não perdi o trem.

Enfim peguei o trem de alta velocidade español, o AVE. As paisagens, o sol nascendo, o dia. Vale muito mais a pena que ir de avião. Mesmo esperando um pouco em cada estação. Acrescenta mais sentido e vida às memórias.

Cheguei em Granada, e fomos conhecer um pouco a cidade. Lá está a Alhambra, que é uma espécie de castelo lindíssimo por fora e (dizem) muito mais por dentro. Mas para entrar lá tem que marcar hora, e na verdade, iamos a Almuñecar, e não a Granada. Demos uma passeadinha pelo centro (que é covardia dizer histórico, quando a cidade toda é), e fomos para la Hieradura, después 3 kilometros de Almuñecar. Estamos “acampados” em um reboque, em um camping na praia da Hieradura.

Conheci aqui um negócio chamado Chirimoya, que é um pouco maior que fruta do conde, e muito mais gostoso. Mas muuuuuuito mais gostoso!!!