Somando tudo, deu mais ou menos uns € 60,00. Menos do que eu gastaria em um albergue sem café da manhã. Tambem tenho que descontar o café da manhã. Caro. Sempre. Não dá pra ficar comparando... Danei a andar pela cidade. Vi alguns monumentos, um cavalo de tróia (descobri algumas técnicas para tirar fotos sozinho, com uma bicicleta e uma mochila), até chegar no Englischer Garten.
A partir desse momento, a viagem pra Munique comecou a valer a pena de verdade. Um lugar maravilhoso, com patos, rosas, fontes, rios, surfistas... Surfistas? Exato... Surfando no rio que corta o parque. Na parte central, o que só havia visto em filmes.
Uma galera deitada no chão, música, malabaris, casais namorando, e eu. Ficando cada vez mais envolvido com a wenig mager (aproximação mais tosca e bruta de magrela, o apelido da bicicleta). O parque tem muitos corvos, andando no meio das pessoas, e é comum escutá-los. Som estranho. Meio sinistro.
De noite, Oktoberfest novamente. Acho que to chegando um pouco tarde. Todo mundo indo embora, nunca consigo entrar nas tendas. Andei em um brinquedo. Tipo uma montanha russa. Deve ser muito bom andar nele bêbado. A bebedeira deve passar na hora, com a adrenalina injetada no corpo. É muito rápido... Tentei gravar um vídeo, mas, só aparece minha garganta gritando!!! A forca centrípeta é violenta, e fiquei com medo da máquina voar longe. Talvez amanhã.
Hora de dormir, passado todo o medo dos dias anteriores, vamos para a estação. Já to me acostumando. Conheci uma galera dormindo em cima dos armários para guardar bagagens (luggage lockers, eu acho). E dentro também. Pelo menos os que estavam acordados eram gente fina. Discutimos cinema, séries, nazismo, Bar Luiz, nacionalismo, política, e dormimos depois exaustos. Christian era o que mais falava. Todos falavam inglês, mas acho que me sacaneavam em alemão.Aprendi que não é muito tranquilo sacanear as turcas. Elas têm sangue quente.
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